19 de dez de 2008

X_X

Sim, esse blog morreu. Não morreu antes por falta de coragem. Aquela esperança burra que insiste em não sumir mesmo quando já foi provado por A+B que não vira, sabe? É a vida.

Os endereços dos posts mais antigos, das encarnações anteriores do bL!og:

http://blogdolucilio-ano1.blogspot.com/
http://blogdolucilioano2.blogspot.com/

faltam imagens, fundo e em um deles o texto precisa ser selecionado para aparecer, mas o que foi escrito, tá tudo lá.

Abraço :-)

2 de nov de 2008

...você vem sempre aqui?


Claro que, como bom fã de tecnologia e bons serviços, me entusiasmei com a chegada de mais uma operadora de telefonia em SP. Até passei, dia desses, na loja linda que a Oi montou no Bourbon Pompéia, pra saber como ia ser a política de planos de dados deles. A mocinha me informou super simpática que, por enquanto, só iam trabalhar com a promoção de três meses de graça... frustrante, mas compreensível. A empresa quer uma base de clientes consolidada na sua estréia real, no início do ano.

A outra face da chegada da Oi é um tanto quanto bizarra. A campanha por desbloqueio de aparelhos da empresa transformou diversas estações de metrô de SP. Agora é comum encontrar, logo depois do bloqueio do Metrô, uma fila gigantesca de gente atrás do desbloqueio gratuito do seu celular, e sabe-se lá mais o quê (Não podemos esquecer que estamos em São paulo, as pessoas entram numa fila por razões que a própria razão desconhece). Feio e prejudicial pra imagem da empresa, se alguém perguntar minha opinião. Chego numa cidade de 11 milhões de habitantes com uma campanha agressiva de melhores serviços, tratamento descente (que, todo mudo sabe, seria um diferencial no meio das operadoras de celular) e simplicidade "assim", mas o primeiro impacto no cotidiano da cidade é fazer-nos conviver com mais uma fila, o símbolo da burocracia e complicação por excelência.

O único lado bom: Quando marco um encontro no metrô tenho uma referência boa pra dar: "15h, no fim da fila da Oi". desde o fim dos quiosques da Nestlé que carecia de uma referência dessas.

27 de ago de 2008


Une Chanson Triste

Composição: Herbert Vianna

Tem dias como esse
Que parecem não ter fim
Há cinzas tão escuros
Quanto o azul que há em mim
Tem dias que a tristeza vem
E estende um véu em tudo que há aqui

Queria ter certeza
Que alguém vai ouvir
Mas todos nessa mesa
Um dia têm que partir
Uns dias numa igreja e quem sabe
Eu me tornasse um dos fiéis

Tanto mar
Me dê vento e vela
Ou razão pra ficar

5 de ago de 2008

Já é Primavera


Parabéns .
Pelo que você é,
Pelo que você vai ser,
Pelo que você faz da gente.

21 de jul de 2008

Contra a Física e a Lógica

Rodizio, restrição à circulação de caminhões, proposta de "pedágio urbano"... e uma saraivada de gente reclamando seu direito de ir e vir, de fazer uso de seu veículo, de exercer a sua liberdade. Julho está terminando e a volta às aulas traz a dura perspectiva de um trânsito ainda mais caótico para a cidade de São Paulo. Estima-se que as férias escolares reduzam o trânsito da Capital em até 20%, o rodízio municipal já retira 10% da frota das ruas todos os dias.
Em comum, as propostas que têm sido apresentadas para a solução deste quadro caótico têm dois ponto: A certeza da sua insuficiência para a solução real do problema e ausência de opções baseadas em outra alternativa que não a do transporte individual. Mesmo com a óbvia incapacidade do estado em expandir o alcance dos trens, metrôs e ônibus na proporção da demanda destes serviços, é curioso observar como São Paulo ainda reage mal à "ocupação"de vias públicas pelo transporte coletivo.
Numa espécie de surto de insanidade coletiva, tentamos desafiar heróicamente desafiar as leis da física: A não ser que dois corpos consigam ocupar o mesmo lugar no espaço, teremos que aceitar a impossibilidade de que cada um dos onze milhões de paulistanos dirija seu próprio veículo pelas ruas da cidade. É preciso mais do que investir em melhorias no sistema de transporte atual. São Paulo precisa de um novo sistema de transporte. Um que caiba dentro de seus generosos limites físicos. Parece um vaticínio óbvio, mas a despeito de todo o caos que vivemos nas ruas continuamos adicionando 650 automóveis a esse sistema sobrecarregado todos os dias e celebrando esse feito como uma forma bizarra de progresso.

Leia: Uma vida absurda, aceita como natural (José Correia Leite, no Diplô-BR)